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Nico Paz comanda goleada da Argentina frente à Bolívia

Redação footballtrend·
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Foto: Record_Portugal

Argentina goleou Bolívia por 4-0 numa noite de quinta-feira que marcou o início da era pós-Messi de forma pragmática. O resultado foi severo, mas o verdadeiro teste correu-se em paralelo: Gianluca Prestianni estreava como titular pela seleção argentina, enquanto Nico Paz reafirmava o estatuto de herdeiro que lhe vinha sendo atribuído. Lionel Scaloni continuava a montar as peças de uma Argentina que se preparava para a vida sem o seu símbolo máximo.

O que aconteceu

Lautaro Martínez abriu o marcador no primeiro tempo, estabelecendo um rumo que a Argentina não deixaria escapar. Paz ampliou para 2-0, demonstrando a segurança que o carecia na zona ofensiva. Ainda com Prestianni em campo, Paz criou para Cristian Romero fazer o 3-0, uma jogada que ilustrou a capacidade de Paz circular a bola e encontrar companheiros nas áreas de perigo.

Prestianni, o grande destaque da noite por ser a sua segunda internacionalização e primeira como titular, saiu aos 56 minutos com a Argentina confortável no 3-0. Flaco López fechou a goleada no final, assinando o 4-0 que espelhou a supremacia argentina do começo ao fim.

As peças

Prestianni chegava a esta oportunidade como um nome ainda em construção na equipa nacional. A segunda internacionalização como titular era um passo significativo no seu percurso de consolidação, uma testagem de Scaloni sobre se o jovem poderia ser uma alternativa viável no novo ciclo. Os 56 minutos em campo funcionaram como uma exposição controlada: tempo suficiente para demonstrar, sem o risco de saturação.

Paz, por seu lado, não era um nome em construção. Já era apontado como o herdeiro de Messi na Argentina, um estatuto que vai além da tarefa de simplesmente jogar bem. O golo e a assistência contra a Bolívia eram um reforço daquilo que já se esperava: um atacante moderno, versátil, capaz de criar e de finalizar. Paz jogava no Como, na Serie A italiana, e trazia consigo um perfil diferente do tradicional número 9 que Messi nunca foi.

Scaloni, o treinador desde 2018, era o arquiteto desta transição. Não era apenas questão de ganhar um jogo de preparação. Era questão de observar, testar, consolidar. A Argentina precisava de saber quem eram as suas peças para o futuro imediato.

Porque é que isto importa

A Argentina estava numa encruzilhada. Messi tinha sido a referência máxima durante tanto tempo que qualquer movimento pós-sua-era era carregado de significado. Um jogo de preparação contra a Bolívia poderia parecer um detalhe, mas era parte de um processo maior: o de identificar e validar alternativas que permitissem à seleção manter-se competitiva. Prestianni era uma das muitas peças que Scaloni estava a observar. Paz, por sua vez, era já uma certeza no elenco, alguém em quem a liderança argentina estava a investir publicamente como sucessor naquela posição.

Para um país de futebol como a Argentina, onde cada geração marcava o seu tempo através de figuras totémicas, esta transição não era simples. Não se tratava apenas de qualidade técnica, mas de aceitação, de narrativa, de capacidade de assumir o peso. Paz estava a ser confrontado com essa pressão desde cedo.

O que vem a seguir

A Argentina tinha outro jogo de preparação marcado contra Burquina Faso no domingo, continuando assim o ciclo de testes antes de Messi ter a sua despedida simbólica agendada para a semana seguinte, numa quarta-feira em Benim. Estes jogos funcionavam como um laboratório onde Scaloni podia testar variações, observar compatibilidades entre jogadores, consolidar ideias táticas.

Cada resultado, cada performance individual, alimentava o processo de decisão. Prestianni ia ter novas oportunidades? Paz permaneceria na linha da frente do projeto? As próximas semanas diriam, mas a vitória contra a Bolívia havia deixado registos claros sobre o que cada um estava em condições de oferecer.

Reformulado a partir de notícia publicada por Record_Portugal. Ver artigo original ↗

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