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Liga Portugal cria prémio para aumentar tempo útil de jogo

Redação footballtrend·
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Foto: Record

A Liga Portugal criou um novo prémio mensal para distinguir clubes e equipas de arbitragem que contribuam para aumentar o tempo útil de jogo nas competições profissionais. A medida entra em vigor na época 2026/27 e integra a estratégia da organização para tornar os encontros mais fluidos e reduzir períodos de interrupção sem ação efetiva.

Como funciona o novo prémio

A distinção, denominada Prémio Melhor Tempo Útil, será atribuída todos os meses com base na média de tempo efetivamente jogado em cada competição. A avaliação abrange tanto as sociedades desportivas como as equipas de arbitragem.

Na Liga Betclic, o Famalicão foi o primeiro clube distinguido, com uma média de 60 minutos e oito segundos em agosto. Em setembro, o prémio ficou com o Estoril, que atingiu 61 minutos e 40 segundos.

Entre os árbitros, Fábio Veríssimo foi o vencedor referente a agosto, com uma média de 62 minutos e 18 segundos de tempo útil nos jogos em que esteve envolvido. João Pinheiro recebeu a distinção de setembro, com 61 minutos e 38 segundos.

A Liga Meu Super também está incluída no modelo. O FC Porto B foi reconhecido em agosto, com 56 minutos e 58 segundos, enquanto a União de Leiria liderou em setembro, com 61 minutos e 58 segundos. Na arbitragem, José Rodrigues e Vítor Lopes foram os premiados nos dois meses, respetivamente.

O que a Liga pretende mudar

A lógica do prémio é incentivar comportamentos que reduzam paragens prolongadas e aumentem o tempo em que a bola está efetivamente em jogo. A Liga enquadra a iniciativa numa política mais ampla de valorização do espetáculo e de melhoria da experiência de quem acompanha as competições.

O tempo útil tornou-se um indicador relevante porque dois jogos com a mesma duração regulamentar podem oferecer quantidades muito diferentes de ação efetiva. Lesões, substituições, reposições de bola, protestos, revisões do VAR e outras interrupções podem baixar de forma significativa o número de minutos jogados.

Ao premiar equipas e árbitros, a Liga tenta distribuir a responsabilidade por diferentes intervenientes. Os clubes influenciam o ritmo através da forma como retomam o jogo, enquanto as equipas de arbitragem controlam a gestão disciplinar, as reposições e a aplicação das regras em situações de atraso.

Relação com o Meta 2028

A nova distinção faz parte do programa Meta 2028, plano estratégico da Liga para o desenvolvimento do futebol profissional português. O aumento do tempo útil aparece entre os objetivos assumidos pela organização.

A Liga tem usado este programa para associar metas competitivas a mudanças de organização e valorização comercial. Um dos objetivos já alcançados foi o regresso de Portugal ao sexto lugar do ranking da UEFA, posição que tem impacto no número de vagas e no acesso às competições europeias.

No caso do tempo útil, o desafio é diferente porque depende de comportamentos recorrentes dentro de campo. O prémio mensal funciona como mecanismo de visibilidade: cria uma referência pública e permite comparar o desempenho entre equipas e árbitros ao longo da época.

Porque importa

A discussão sobre tempo útil não é apenas estatística. Quanto menor for o tempo efetivamente jogado, maior tende a ser a sensação de fragmentação da partida. Para adeptos, operadores televisivos e clubes, um jogo mais contínuo pode significar maior intensidade e melhor perceção do espetáculo.

A medida também coloca a arbitragem sob um critério adicional de avaliação pública. Os árbitros deixam de ser observados apenas pelas decisões técnicas e disciplinares e passam a ser associados, de forma explícita, à gestão do ritmo.

Isso não significa que acelerar o jogo deva prevalecer sobre todas as outras obrigações. Situações médicas, revisões de lances e decisões complexas continuarão a exigir tempo. O objetivo declarado é premiar a eficiência dentro das margens permitidas pelas regras.

O que observar nos próximos meses

A utilidade do prémio será mais fácil de medir quando houver uma amostra maior. Se as médias subirem de forma consistente ao longo da época, a Liga poderá apontar a distinção como um dos fatores que contribuíram para a mudança.

Também será importante perceber se os valores se aproximam entre clubes ou se algumas equipas desenvolvem padrões claramente superiores. Na arbitragem, a comparação mensal poderá mostrar se determinadas equipas conseguem manter o jogo mais fluido sem comprometer controlo disciplinar e precisão.

Para já, Famalicão, Estoril, FC Porto B e União de Leiria inauguram a lista de clubes distinguidos, enquanto Fábio Veríssimo, João Pinheiro, José Rodrigues e Vítor Lopes são os primeiros árbitros associados ao novo prémio.

Reformulado a partir de notícia publicada por Record. Ver artigo original ↗

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#futebol#arbitragem