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A controvérsia Higuain: quando as punições no futebol ficam aquém

Milice Muhate·
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Foto: ESPN.com

A controvérsia que divide adeptos: o caso Higuain e a resposta fraca do futebol

Está tudo em cima da mesa e os adeptos não param de discutir: Federico Higuain, treinador do Columbus Crew 2, viu-se envolvido num incidente que deixou a comunidade futebolística em polvorosa. Tudo aconteceu logo após o encontro entre Crew 2 e Huntsville City FC, a 23 de agosto, precisamente durante o aperto de mão pós-jogo.

O que se passou? De acordo com várias fontes, o técnico cometeu aquilo que a associação de árbitros descreveu como "dois actos deliberados de abuso físico e sexismo" contra uma árbitra. Inicialmente, Higuain foi expulso no terreno de jogo, e nesse momento pareceu que tudo terminaria ali.

Mas não. A Professional Soccer Referees Association (PSRA), que representa os árbitros das ligas profissionais, veio a público acusar que a situação foi bem mais grave do que isso. Segundo a entidade, o treinador apertou a mão da árbitra e recusou-se a largar, mesmo depois de lhe serem dadas três avisos. Para piorar, terá proferido uma frase carregada de sexismo: "Não te esqueças de que isto é um jogo de homens."

O que veio a acontecer foi uma investigação levada a cabo pela MLS NEXT Pro, que culminou em sanções que deixaram muita gente inconformada. Higuain foi suspenso por dois jogos e obrigado a participar num programa de práticas restaurativas. Aparentemente, já cumpriu a suspensão e começou o programa, embora ainda não o tenha concluído.

Aqui é que está o problema que os adeptos e muita gente ligada ao futebol vêm criticando: as punições ficam-se por muito pouco. A PSRA aponta que, segundo as políticas da U.S. Soccer, tanto um "aperto agressivo" como actos de discriminação deveriam resultar numa suspensão mínima de três jogos. Neste caso, isso nem sequer se verificou.

A associação de árbitros foi clara: "A resposta da liga fica muito aquém da mensagem correcta que deveria passar aos participantes, aos árbitros e ao público." Questionam-se os critérios de punição e a falta de consistência com o que as políticas federais estabelecem.

A MLS NEXT Pro defende-se argumentando que acredita na abordagem restaurativa e que está confiante no seu processo. Porém, revelou-se que a liga considera as políticas da U.S. Soccer como diretrizes e não como regras inflexíveis — uma posição que deixa aberta a porta a interpretações mais leves das punições.

Entre os adeptos, a sensação é de que falta uma mensagem clara: que o abuso contra árbitros, em particular contra mulheres, não será tolerado. E isso continua a motivar debate.

Reformulado a partir de notícia publicada por ESPN.com. Ver artigo original ↗

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