footballtrend
← Notícias de futebol
Futebol

Carolina Reyna integra convocatória dos EUA para Mundial sub-17

Redação footballtrend·
Partilhar

Foto: ESPN.com

Carolina Reyna integra a convocatória de 21 jogadoras que representará os Estados Unidos no Campeonato do Mundo de Futebol Feminino sub-17, que arranca em outubro no Marrocos. A nomeação marca um passo inédito para a família: Carolina e o seu irmão Gio tornam-se o primeiro par irmão-irmã a representar a seleção americana nesta categoria.

O que aconteceu

A treinadora Ciara Crinion anunciou o roster na quinta-feira com 21 atletas. A comitiva é composta por três guarda-redes, sete defensoras, cinco médias e seis avançadas — Carolina figura entre as avançadas. O torneio começa a 19 de outubro, e as americanas defrontam Samoa, Quénia e China na fase de grupos.

A convocatória reflete uma mudança geracional: apenas três profissionais integram o plantel, face aos quatro que representaram os EUA no terceiro lugar conquistado em 2024. O projeto de Crinion assinala uma renovação em torno de talento jovem, com Carolina aos 17 anos e Meila Brewer também com essa idade — Brewer saiu do Kansas City Current para assinar pelo Dallas Trinity, consolidando um estatuto profissional ainda raro nesta faixa etária.

O precedente: A linhagem Reyna contra outras famílias no futebol feminino americano

A saga dos Reyna no futebol de seleção é singular. Claudio Reyna jogou um torneio sub-16 em 1989, depois capitaneou a seleção sénior e participou em quatro Campeonatos do Mundo. Gio, seu filho, foi selecionado para os Mundiais de 2022 e 2026. Danielle, também membro da família, conquistou seis internacionalizações pela USWNT em 1993. Três gerações, três seleções senior — um legado que distingue os Reyna.

Outros pares irmãs marcaram presença na seleção feminina de elite. Meila e Kristie Mewis representaram juntas a USWNT. Lorrie Fair e Ronnie Fair igualmente. Sam Mewis também integrou a história. Mas nenhum conseguiu este alcance: uma família inteira a passar pela seleção sénior e agora, com Carolina, a estabelecer presença dupla numa convocatória de menores. O fenómeno não é precedente direto — é extensão de um caminho já marcado pelos Reyna.

Porque é que isto importa

Esta geração é diferente pela profissionalização acelerada. Carolina chegou à convocatória depois de cinco internacionalizações sub-17, com zero golos, mas a sua presença no plantel reflete uma tendência: os EUA estão a integrar atletas de contrato profissional em idades em que isso era raro há cinco anos. Entre os 21, apenas três são profissionais, o que representa uma redução face a 2024. Ainda assim, o padrão é claro — a formação americana está ligada a estruturas de clube de topo.

O contexto de urgência também pesa. Os EUA nunca venceram um Campeonato do Mundo sub-17 feminino. A melhor classificação foi uma final em 2008 contra a Coreia do Norte. A Coreia do Norte ganhou os últimos dois títulos; antes dela, a Espanha havia conquistado dois seguidos. Este triénio é uma oportunidade de quebrar o domínio, e Crinion confia numa base que já reuniu bronze há poucas semanas.

O que vem a seguir

Os EUA entram no torneio como competidores habituais numa competição marcada por ciclos dominantes. Das 11 edições disputadas, três seleções dividiram praticamente todo o ouro: Espanha, Coreia do Norte e Estados Unidos. A tarefa agora é romper o monopólio recente da Ásia e reencontrar o topo.

Carolina e os seus 20 colegas têm pela frente um caminho de três jogos em fase de grupos antes de eventuais eliminatórias. O torneio decorre até meados de novembro. Para a jogadora do FC Westlake em Austin, Texas, a estreia no palco mundial é um marco que consolida a trajetória dos Reyna no futebol de seleção — agora com dois membros da mesma geração a representar os EUA simultaneamente.

Reformulado a partir de notícia publicada por ESPN.com. Ver artigo original ↗

Partilhar
#futebol#seleção