Arsenal cede empate na Europa após penálti insólito por mão

Foto: Record_Portugal
O Arsenal vencia o Paris FC por 2-1 à passagem do minuto 85, na jornada 2 da fase regular da Liga dos Campeões feminina. Um erro insólito de Leah Williamson, ao agarrar a bola com a mão após um passe da sua guarda-redes Misa Rodríguez, resultou numa grande penalidade. Maeline Mendy não falhou o castigo máximo e selou o empate 2-2.
O lance custou dois pontos decisivos à equipa inglesa na competição europeia. A decisão técnica refletiu a postura das instâncias disciplinares em lances de reposição.
O que aconteceu
O encontro entrava nos derradeiros minutos com a formação londrina em vantagem no marcador. O relógio assinalava 85 minutos quando a guarda-redes Misa Rodríguez colocou a bola no relvado para proceder à reposição defensiva. A guardiã optou por um passe curto dirigido a Leah Williamson.
A internacional inglesa, julgando aparentemente que o pontapé de baliza ainda não tinha sido executado, baixou-se e travou o esférico com as mãos. A capitã pretendia reposicionar a bola para bater ela própria o pontapé de baliza.
A árbitra romena Iuliana Demetrescu apitou de imediato a infração dentro da grande área. A juíza da partida assinalou grande penalidade contra a formação visitante perante a surpresa geral.
Chamada à conversão da penalidade máxima, Maeline Mendy assumiu a responsabilidade pelo Paris FC. A jogadora rematou com precisão e fixou o resultado final em 2-2. O Arsenal viu fugir a vitória nos instantes finais devido a um erro de concentração técnica.
Permanece por esclarecer se terá existido falta de comunicação verbal entre Misa Rodríguez e Leah Williamson sobre se a bola já estava em jogo. Não é ainda público como vai reagir o departamento de arbitragem da UEFA na avaliação à decisão técnica de Iuliana Demetrescu.
O precedente e a diretiva da UEFA
A decisão de Iuliana Demetrescu representou a primeira aplicação oficial da diretiva técnica da UEFA apelidada informalmente de 'Lei Pubill'. Esta indicação surgiu na sequência de um lance mediático ocorrido na Champions entre o At. Madrid e o Barcelona na época 2026/27. Na ocasião, o defesa Marc Pubill tocou na bola com a mão na área após passe do guarda-redes Juan Musso.
O organismo europeu, sob coordenação do dirigente de arbitragem Roberto Rosetti, interveio publicamente em julho de 2026. A UEFA determinou que qualquer mão deliberada na área após a reposição em jogo deve ser punida com grande penalidade.
Historicamente, desde que o International Football Association Board (IFAB) alterou as Leis de Jogo em 2019, os guarda-redes têm autorização expressa para bater pontapés de baliza curtos com intervenientes dentro da área. Essa mudança provocou desentendimentos pontuais em várias competições internacionais.
Em épocas anteriores, episódios similares eram muitas vezes desvalorizados pelas equipas de arbitragem. Os juízes mandavam frequentemente repetir a marcação com recurso ao conceito de bom senso. A instrução liderada por Roberto Rosetti removeu toda a margem para interpretações complacentes por parte dos árbitros europeus.
Porque é que isto importa
A aplicação deste castigo tem impacto direto no comportamento de todas as formações que disputam as provas de topo. O regulamento foi concebido para eliminar ambiguidades no momento da construção curta a partir da grande área. Qualquer toque de mão com a bola viva é agora punido sumariamente, sem tolerância para distrações pontuais.
Nas fases de grupos ou regulares da Liga dos Campeões feminina, a perda de dois pontos condiciona as contas do apuramento e o cruzamento nas eliminatórias. Um deslize técnico desta natureza transforma uma vantagem sólida num resultado prejudicial. A mensagem da UEFA para os intervenientes no relvado é transparente: a atenção não admite falhas.
O caso serve de aviso para todos os clubes europeus envolvidos nas taças continentais. Os defesas centrais não podem assumir que o jogo está parado sem a indicação explícita do árbitro. O rigor processual sobrepõe-se por inteiro ao contexto ou à intenção aparente do jogador.
O que vem a seguir
As equipas técnicas terão de reforçar a comunicação nos momentos de organização defensiva e pontapés de baliza. As atletas sabem que os árbitros receberam orientações estritas para cumprir a determinação técnica de Roberto Rosetti em todos os encontros.
Para o Arsenal, a resposta imediata terá de surgir no relvado na próxima ronda europeia, compensando os pontos perdidos na visita ao Paris FC. A margem de erro na classificação encurtou drasticamente após o desfecho em França.
A nível disciplinar, a atuação de Iuliana Demetrescu servirá de exemplo em futuros cursos e reuniões técnicas do organismo europeu. A validação prática do penálti encerra em definitivo a complacência com a manobra defensiva na grande área.
Reformulado a partir de notícia publicada por Record_Portugal. Ver artigo original ↗